Antes de começar, preciso apenas explicar que este é um Blog independente. Ou seja, não tenho nenhum tipo de envolvimento trabalhista ou contratual com a Radsystem (empresa de Curitiba que desenvolve o Sistema RS1) porém como trabalho com o sistema desde 2004, a amizade e o respeito que tenho pelo pessoal da Radsystem e a ideia de preencher uma página de Blog com algo útil, resultou em unir aqui o útil ao agradável.
Deixo claro também que a Radsystem conta com equipe de suporte e serviços especializado em comercializar, desenvolver, implantar e resolver qualquer problema que envolva o Sistema RS1, sendo que meu objetivo não é dar suporte ao sistema, mas sim promover e desmistificar questões que muitas vezes assolam muitos usuários ao utilizar, este que para mim é um dos melhores softwares de gestão para empresas PRINCIPALMENTE de transporte coletivo.
Mas quem sou eu para fazer esta última afirmação?
Tenho 34 anos porém trabalho com sistemas informatizados desde 1996. Graduei-me em tecnologia da informação e especializei-me em gestão de sistemas de informação pela PUC-PR. Trabalho com transporte coletivo a mais de 12 anos e neste "meio tempo" tive a possibilidade de conhecer alguns sistemas, e principalmente a evolução deles.
Na empresa que permaneci durante os últimos 12 anos (Grupo Leblon Transporte - PR e SP), tive a possibilidade de trabalhar desde sistema em Cobol (lingagem a qual aprendi a desenvolver programas) até criar cenários no software de B.I. QlikView e principalmente no processo de implantação do RS1, sendo a Leblon uma das primeiras empresas de transporte coletivo a implantar o sistema e hoje utiliza-lo em praticamente sua totalidade.
Porém durante este tempo o que deixou mais claro a necessidade de trabalhar com softwares de gestão de boa qualidade, foi que entre 2003 a 2010 coordenei o setor de Gestão Integrada (ISO 9001, 14001 e 18001) do Grupo Leblon a qual foi pioneira no país ao implantar sistemas de gestão da qualidade meio ambiente e saúde e segurança certificados pelas normas ISO e OHSAS. E controlar estes processos era um desafio enorme principalmente de maneira informatizada geri-los, medi-los e melhora-los. Então poder contar com informações boas e de qualidade era essencial, e neste ponto o RS1 veio (a partir de 2004) para suprir praticamente todas as nossas necessidades.
Aqui abro um parenteses e entro um pouquinho numa questão conceitual de gestão de informação e que remete a antiga estória que sempre se contava nas aulas do início do ano 2000. Dizia-se que o dono da banca de jornal ao ver "todos" instalando um computador em seu comércio para "resolver seus problemas" decidiu fazer o mesmo. Comprou 486 DX2 66 (ou era um 386 DLC 40..rs) e instalou dentro da sua banquinha. Ligou na tomada, carregou o DOS 6.22, digitou na linha de comando "Win" para "abrir o windows" e ficou olhando para o computador e esperando que a partir daquele momento todos os seus problemas estariam resolvidos. Afinal ele tinha um computador!!!
Acho que dispensa qualquer explicação dizer aqui que um sistema de gestão por mais robusto que seja, por si só não fará absolutamente nada, se as pessoas que interagem com ele não fizerem sua parte.
O que o RS1 trás de bom (na minha opinião) é ter sido desenvolvido dentro de uma estrutura lógica e integrada que auxilia o usuário a inserir dados da maneira mais simples possível e vê-la se transformar em muita informação.
Para muitos usuários que vem de outros sistemas menos "amarrados" (que é o termo mais comumente ouvido por quem começa a trabalhar com o RS1), o sistema ao primeiro contato parece um labirinto, pois não deixa "dar o famoso jeitinho" na hora de entrar com dados e informações.
Porém sempre costumo dizer: "Se você passar para o sistema o que REALMENTE aconteceu lá fora, não se preocupe que ele vai saber o que fazer com esta informação". Caso contrário, prepare-se para utilizar a massa cinzenta e quebrar alguns paradigmas.
Pois bem, acho que já demorei demais e antes que você desista de continuar lendo, deixe-me cumprir a partir de agora meu objetivo que é apresentar questões interessantes relacionadas ao RS1.
Como o sistema é muito robusto e talvez nem todos os usuários tenham consciência do "tamanho" do sistema. A primeira questão que me ocorre é relacionar quais informações é possível gerir com ele. E posso te garantir uma coisa... poucos processos ficam de fora. Abaixo fiz uma representação gráfica de cada um dos 11 módulos (ou domínios como é chamado dentro do RS1), os quais se dividem em 55 sub-domínios.
Ainda falando da estrutura do sistema, estes 55 sub-domínios agrupam as aplicações que ficam divididas em 3 "funções": Edição, Transação e Relatórios.
Na versão 194 (atual versão) são 402 telas para edição de informações, 376 relatórios e 66 transações.
E uma novidade que achei muito interessante é que agora as próprias novidades (mudanças, correções e novas implementações) que antes vinham em um relatório anexo à atualização da versão, agora vem publicadas dentro do próprio RS1 e qualquer usuário pode (e deve) acessá-las através do menu na tela principal, conforme a figura abaixo.
Em breve continuarei falando sobre o sistema e suas principais funcionalidades.
* Todos os direitos sobre as imagens do Sistema RS1 pertencem à Rasdystem Desenvolvimento de Sistemas Ltda.
Anderson Oberdan
Gestor de Informações de Transporte Coletivo

Gestor de Informações de Transporte Coletivo


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